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Arena em Debate 46: J.B. Mauney vence Silvano Alves

O TÍTULO INCONTESTÁVEL DE J.B. MAUNEY, O DESEMPENHO DOS BRASILEIROS, A VITÓRIA DE BUSHWACKER PELA SEGUNDA VEZ EM TRÊS ANOS: ESTES E OUTROS ASSUNTOS SÃO O TEMA DO ARENA EM DEBATE DESTA SEMANA

Depois de uma PBR World Finals empolgante e cheia de polêmicas, os Colunistas Abner Henrique e Eugênio José falam sobre tudo o que rolou no evento mais esperado do anoBlog Arena Bruta J.B. Mauney

Abner Henrique: No último domingo, J.B. Mauney conquistou o 20° Campeonato da história da PBR, tornando-se o 15° homem a escrever seu nome na galeria da fama da entidade. Desde 2008, Mauney é o principal nome norte-americano na PBR e vinha carregando sozinho a pressão de deixar este título nos Estados Unidos. Nas últimas sete temporadas, ele sempre esteve competitivo, conquistando dois vice-campeonatos e dois terceiros lugares, além de outros dois Campeonatos terminado no TOP 10 e finalmente o título agora. A torcida norte-americana teve na verdade muita paciência, pois mesmo derrotado ano após ano, nunca deixou de apoiar o J.B., coisa que por aqui acho difícil de acontecer. Eu disse algumas vezes, que por algumas bobagens ele poderia até ganhar o título, mas tinha deixado de merecer. Vou me retratar aqui, pois em Las Vegas, ele mostrou que mereceu e muito esta fivela. Eugênio José, na verdade em 2013, em muitos aspectos vimos um novo J.B. Mauney. Além destas mudanças psicológicas que ele passou, a que mais você atribui este título?

Eugênio José: Acho que uma mudança de mentalidade, embora, ele Mauney, que prefere montar um boi de 90 pontos, do que um de 85, porque ninguém vai lembrar de uma montaria de 85. Mauney, continua escolhendo os touros de 90 pontos, mas, desta vez ele não quis os 90 pontos em Bushwacker ou em Asteroid, mas, quis em Smackdown, ou seja, como disse em um texto meu na segunda-feira, J. B. escolheu os touros para ganhar os rounds, e quando ele teve a oportunidade de escolher, ele venceu os rounds. Esses dois fatores ( nova mentalidade e ousadia nas escolhas) para mim, foi o grande diferencial que levou até sua cintura, a fivela de campeão do  mundo. Abner, muito se reclamou, sobre as notas gordas de J. B. Mauney, e o apelo de Silvano, se tudo isso não acontecesse daria para Silvano Alves ganhar o título?

J.B. Mauney montando Wipeout após ter garantido o Título Mundial e da PBR World Finals por antecipação (Foto: Tom Donoghue)

J.B. Mauney montando Wipeout após ter garantido o Título Mundial e da PBR World Finals por antecipação (Foto: Tom Donoghue)

AH: Pois é Eugênio José, muita gente atribuiu a vitória de J.B. Mauney exclusivamente as notas dadas pelos juízes, sem realmente analisar se foi somente isto que lhe deu o título. Sim, eu também concordo que as notas foram um pouco acima do normal, mas isso não foi somente para J.B. e não foi somente para norte-americano, ganhou destaque com ele, porque ele tirou o título de um brasileiro. Quantos pontos a mais o pessoal acha que foi dado a algumas montarias? Eu não vi mais que 1,5 pontos, mas vamos supor que os juízes tenham dado 2,0 pontos a mais em cada montaria dele. O pessoal que criticou não teve capacidade de abrir os resultados de cada dia e ver que, mesmo com 2,0 pontos a menos, Mauney venceria o Round 2, o Short-go e empataria na 1ª colocação do Round 5. Outro ponto de discussão, foi o apelo de Silvano Alves no sábado, que a expressão dele próprio assistindo o replay mostra o que aconteceu. Mas pensando como brasileiro, fiz uma simulação a gosto do público, com 2,0 pontos a menos para cada montaria de J.B. e os juízes deixando o apelo do Silvano passar despercebido. Nesta montaria o touro foi avaliado com 38,75 pontos, então mesmo se não tivesse ocorrido o apelo, a nota seria baixa. Mas vamos supor que a montaria tivesse sido boa e Silvano tirasse 88,00 pontos. Isto lhe daria a quinta colocação do Round, ou seja, 200 pontos de bônus. Neste caso ele teria parado em seus seis touros, somando 518,00 pontos de nota. J.B. também parou em todos os seus e não houve nenhuma irregularidade e ele somou 546,25 pontos. Se tirarmos 2,0 pontos de cada montaria dele, 12,00 pontos, então, 546,25 menos 12,00 é igual a 534,25 pontos. Mesmo assim, Mauney terminaria com 16,25 pontos a mais que o brasileiro, porque Silvano teve nota baixa na primeira noite, ou seja, os 2.500 pontos de bônus da etapa, J.B. ganharia de qualquer forma. Os detalhes de como ficou e como ficaria seguindo a lógica dos fãs, estão na TABELA abaixo. O resultado neste caso seria mais apertado, mas ainda assim J.B. Mauney terminaria 277,75 pontos a frente de Silvano Alves, ou seja, as notas dos juízes na Final influenciou na soma do dinheiro, mas de forma alguma no título mundial, que Mauney começou a ganhar em agosto, quando a BFTS retornou das férias. Eugênio José, já provei que os juízes não deram o título mundial ao J.B. Mauney e como você disse, o próprio Silvano Alves reconheceu isso ao abraçar J.B.. O que você acha que este título do Mauney vai mudar na temporada 2014 em termos de competição? Americanos mais confiantes, brasileiros com mais fome de boi?

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Simulação mostra que as notas dadas a J.B. Mauney não influenciaram no resultado final da temporada 2013 (Blog Arena Bruta)

Simulação mostra que as notas dadas a J.B. Mauney não influenciaram no resultado final da temporada 2013 (Blog Arena Bruta)

EJ: Para o campeonato, foi ótimo, ninguém faz festa para amigos distantes, e ouvi “zum zum” que tinha patrocinador caindo fora da PBR, porque só brasileiro ganhava, colhi alguns testemunho que eles (Americanos) adoram os brasileiros é tudo conversa fiada. Gosto de dizer que quando temos domínio da situação, vem o certo relaxamento, não posso dizer que os brasileiros relaxaram, de forma alguma, mas, posso dizer que os americanos acordaram, Entre os 10 da PBR Finals estão lá além de Mauney, Cody Nance, Ryan Dirteater, L. J. Jenkins, Matt Triplett,  e Shane Proctor. Que montaram bem na final existem outros como Jory Markiss, Mike Lee e próprio Chase Outlaw que podem se animar, acho que os competidores americanos, viram que é possível, vencer os melhores, que no momento ainda são os brasileiros. Porém, este ano a final não foi domínio nosso, como no ano passado. Parece que o projeto PBR, de J. W. Harris, vai acontecer, pois não estou vendo muito ele em eventos da PRCA, e já estou vendo ele atrás dos eventos da temporada 2014 da TPD, é incerto dizer que ele vai montar bem na PBR, mas, capacidade para isso ele tem, seria um reforço grande para os EUA. Eu acho que a temporada 2014 vai ser mais competitiva entre Brasil e EUA. O que tornará o campeonato mais emocionante. Abner Henrique, fiquei um tanto decepcionado com os touros do Short Go. O que aconteceu? Lambert está desaprendendo escolher touros? Ou era o que tinha mesmo?

AH: Podemos dizer que o Cody Lambert tomou uma verdadeira invertida dos touros (risos). O que aconteceu foi o seguinte, ele chegou a Las Vegas com uma lista de cerca de 25 touros pré-selecionados para o Short-Go, onde usaria 15. Esta lista foi baseada no que os animais fizeram durante a temporada, por isso, alguns, que não tiveram um bom fim de semana e já faziam parte desta lista, acabaram entrando no Short-Go. Por exemplo, se ele colocasse cada touro para pular uma única vez entre a primeira e a quarta noite e no domingo selecionasse os 15 melhores para o Short-Go e os outros 35 para o Round 5, provavelmente teriamos uma Final melhor no nível de touros, porque ele iria colocar os que haviam sido bons nas noites anteriores, mas com uma lista pré-definida ele acabou colocando no Short-Go touros que haviam recebido 43.00 pontos nos Round’s anteriores e deixou de fora por exemplo Carrillo Cartel’s, que fez sua despedida das arenas, mas que surpreendeu quem apostava que ele estava velho e cansado. Como você disse, no Short-Go, espera-se touros com notas altas e com exessão do Wipeout, apenas os candidatos ao título de Touro do Ano marcaram mais que 44,00 pontos na Final. Pra mim, David’s Dream e Cowntown Slinger (que foram colocados no Round 5) mereciam a vaga de alguns que foram selecionados para o Round decisivo. Falando em Touro do Ano, Bushwacker levou mais uma vez, enquanto Asteroid ficou com o quinto lugar. Franco favorito ao título, Asteroid ficou atrás de Shepherd Hills Tested (vice-campeão da temporada), Mick & Mouse (terceiro) e Smackdown (quarto). O que aconteceu Eugênio José, foi justo isto?

Bushwacker, mesmo dominado por Douglas Duncan na segunda noite de competição, conquistou seu segundo título de Touro do Ano (Foto: Tom Donoghue)

Bushwacker, mesmo dominado por Douglas Duncan na segunda noite de competição, conquistou seu segundo título de Touro do Ano (Foto: Tom Donoghue)

EJ: Abner, o título de Bushwacker, poder até ter sido justo, em razão do que ele fez na temporada, mas, no primeiro dia, Asteroid, foi nitidamente prejudicado, pulou muito mais, e teve a nota inferior a Bushwacker. Mas, verdade seja dita, domingo Bushwacker, foi melhor, embora eu ainda ache, que foi pouca nota para Asteroid. Mas, eu já tinha comentado quem em relação a temporada toda Bushwacker deveria ganhar, mas, achei ele muito fraco no round II, para merecer a nota que teve, alias, ele foi derrotado por Douglas Duncan, se não fosse um apelo. Então, como agora ele Bushwacker, está em um bônus de um milhão, que será dado a quem parar nele no Texas, em Março, senti uma certa proteção, como você mesmo disse Abner, mas, no resumo geral, ele mereceu. Mas, não acredito que aparece outros dois touros para se destacar em 2014, ainda acredito que eles sejam as grandes estrelas. Esse ano, não tivemos um domínio brasileiro né Abner, embora muito boa, nossa participação na final foi mais equilibrada e fizemos menos sucesso que em 2012. Você acha que 2012,que foi acima da média, ou 2013 que foi fraca mesmo?

AH: Na verdade foi um pouco de cada. Em 2012 o Brasil detonou, além do título mundial, da etapa e do Rookie of the Year ainda tivemos outros excelentes desempenhos. Este ano era esperado uma certa melhora dos americanos sim, mas acredito que os brasileiros ficaram abaixo do que a gente esperava, principalmente porque vinhamos de excelentes retrospectos nas últimas temporadas. Mas a culpa não foi da competência dos atletas e sim de uma série de lesões. Marco Eguchi, candidato ao título se lesionou na primeira noite. Tivemos a sorte do primeiro reserva da lista também ser brasileiro, Agnaldo Cardozo, mas Agnaldo teve um péssimo segundo semestre, onde parou em apenas um touro desde agosto e na Final Mundial passou em branco. Outro lesionado foi Edevaldo Ferreira, que não montou no domingo e se tivesse montado, tinha chances de ir ao Short-Go. Emílio Rezende também teve um desempenho abaixo do costume e caiu de todos os touros da PBR World Finals, assim como Fabiano Vieira que parou em apenas um. Difícil justificar o que aconteceu com cada um deles, mas na Montaria em Touros é assim mesmo: fases. Ano passado, os seis melhores de Las Vegas foram brasileiros, este ano tivemos apenas quatro no TOP 10, contra seis americanos. Mas justiça seja feita, tivemos sete brasileiros no Short-Go, o que não é um número qualquer. Eugênio José, no geral, quem te surpreendeu e quem te decepcionou nesta Final Mundial?

Mesmo não conquistando seu terceiro Título Mundial consecutivo, Silvano Alves teve uma temporada louvável (Tom Donoghue)

Mesmo não conquistando seu terceiro Título Mundial consecutivo, Silvano Alves teve uma temporada louvável (Tom Donoghue)

EJ: Vou trocar a palavra decepcionou por, “Não rendeu o que eu esperava”. Emílio  Resende, Asteroid, touros do Short GO e o título não ter sido decidido no último round, isso para mim, foi o fim RS, isso sim, foi um decepção, eu acreditava muito nisso, tudo decidido na última montaria. Faz parte”. Já o que surpreendeu, J. B. Mauney, espera tudo o que aconteceu mas, não da forma que aconteceu, Cláudio Crisóstmo e Cody Nance, Matt Triplett e Shane Proctor, foram os nomes que me chamaram atenção. Agora é espertar a temporada 2014, e o Arena em Debate vai esta acompanhando tudo!!!

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Publicado em 30 de outubro de 2013 por em Arena em Debate.
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