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ARENA EM DEBATE 31: Calgary Stampede, a palavra final

BASEADO PRINCIPALMENTE NO CALGARY STAMPEDE 2013, O ARENA EM DEBATE DESTA SEMANA TRÁS UMA LONGA DISCUSSÃO ENTRE OS COLUNISTAS ABNER HENRIQUE E EUGÊNIO JOSÉ SOBRE OS ASSUNTOS QUE ENVOLVERAM ESTE GRANDE EVENTO

Debatendo sobre o Calgary Stampede, os Colunistas Eugênio José e Abner Henrique discutem sobre suas apostas no evento, seus favoritos, suas decepções e também opinam sobre o que mais chamou a atenção em cada um deles no Maior Rodeio do Mundo

Abner Henrique: É claro, vamos começar pelo principal assunto do rodeio mundial nas últimas semanas: Calgary Stampede. Eugênio José, quem nos acompanha pela internet sabe que nós dois fizemos uma grande cobertura deste mega evento. É realmente um evento diferenciado, reúne os grandes atletas de cada modalidade, valoriza o rodeio completo, distribui mais US$ 1.9 milhões em prêmios. Você teve o privilégio de assistir ao vivo praticamente todos os dias. O que te impressionou e o que te faz pensar que Calgary mereça mesmo o título de “Maior Espetáculo e Maior Rodeio a Céu Aberto no Mundo”?

Eugênio José: São tantas coisas Abner Henrique, que nem sei por onde começar. Minutos antes de começarmos este Arena em Debate, eu havia perguntado para o meu amigo Ted Stovin, sobre a premiação total e ele disse aproximadamente o que você mencionou acima 2.000.000,00 milhões de dólares canadense, o que dá exatamente a quantia acima que você citou em dólares americanos. Nem precisa falar em reais NE? Bom na verdade precisa sim: São R$4.300.000,00 (arredondados). É muita grana, muita mesmo. Só esse fato o torna o maior rodeio do mundo, e ponto. Destaco o departamento esportivo do evento, pois minutos depois do fim de cada modalidade, os resultados já estão lá no site, completos. Claro que horários, Layout, etc, também são destaques. Na verdade, coisas que me fizeram pensar: “Ano que vem quero estar lá!”  Falando em resultados gerais. Das seis modalidades qual competidor, ou competidora te chamou mais atenção? E qual foi a grande decepção para você Abner Henrique?

Visão da arena e arquibancada do Calgary Stampede

Visão da arena e arquibancada do Calgary Stampede

AH: Eu citei na segunda-feira que em Calgary não há “zebras” pois todos que estão lá foram rigorosamente selecionados pelo que fizeram no ano anterior. Então é difícil dizer quem surpreendeu, porque os 20 de cada modalidade tinham chances de ser Campeões. Mas destaco J.B. Mauney, que montou diferente do que a gente tinha visto dele este ano. Não posso esquecer também do Valdiron de Oliveira, que estava de férias no Brasil, mas aceitou o desafio e parou nos quatro primeiros touros que montou. Enfim, foram tantos que se destacaram, que é difícil enumerar aqui. No lado contrário, não diria decepções, porque o regulamento deste evento ao mesmo tempo que é emocionante, é ingrato. Faltou Trevor Brazile, Tuf Cooper, Luke Branquinho, entre tantos outros na fase final, mas Calgary é feito para favorecer quem arriscar, quem quer dar show todos os dias e não quem faz o “basicão”. E quem arrisca, as vezes perde tudo. Já que citei Valdiron, vamos entrar na questão, Eugênio José. Porque ele foi o único brasileiro nesta edição do Maior Rodeio do Mundo?

EJ: Eu destaco também Abner Henrique, um assunto que vamos abordar  no último parágrafo, mas, adianto aqui a Jean Winters nos Três Tambores. Surpreendente e eficaz ao mesmo tempo. A qualidade dos cavalos das modalidades Sela Americana e Bareback foi algo muito interessante. No domingo, seis notas acima de noventa pontos somente no Bareback. E destaco ainda algo que não falamos muito. No rodeio Júnior, os garotos montam em cada cavalo, é cada tombo, que, eu duvido que a galera da Sela Americana e Bareback aqui no Brasil tenham enfrentado uma tropa como aquela (a título de comparação). Eu acho que quando um garoto daquele chega a um rodeio e o presidente pergunta: Qual seu currículo meu filho? Eles pensam: “Se sobreviveu a Calgary é bom, vamos dar um chance” (Risos). É quase um BOPE viu, mas, quem entra para matar são os cavalos. Agora, como você frisou, assisti pelo menos metade dos rounds, ao vivo. Acho que o quesito boi, é algo que poderia melhorar, pela grandiosidade do evento. Não tem como não destacar J. W. Harris, único PRCA no meio dos nove PBR na semifinal, sendo finalista e em minha opinião, faltou boi para ele na final, estreou bem em Calgary. Sobre o porque dos brasileiros não irem a Calgary, estou indo para Rio Preto, vou perguntar a eles. É só acompanhar os FlashesDeArena, que vamos saber o que se passa. Outro fato importante na modalidade touro, Calgary, é o único evento que coloca frente a frente os PBR, contra os PRCA. E o Harris, não nos decepcionou.

J. B. Mauney na montaria que lhe garantiu seu segundo título no Calgary Stampede

J. B. Mauney na montaria que lhe garantiu seu segundo título no Calgary Stampede

AH: Pois é, começo comentando sobre os touros. O próprio Calgary Stampede mantém uma tropa e uma boiada, formada basicamente por eles, então a maioria dos animais usados no evento são deles. Entram no máximo três ou quatro tropeiros. Nos cavalos, como vimos, isso não faz diferença, eles tem os melhores do país. Mas nos touros, ficam devendo mesmo. Talvez se levassem alguns touros famosos do norte dos EUA, como do Chad Berger por exemplo, que é ali pertinho, já dava um “upgrade” na modalidade. E finalizando o quesito animal, é sempre bom lembrar que a ProHorse importou alguns animais do Canadá também. Alguns podem ser vistos já nas arenas brasileiras, mas parece que tem uma nova geração ai, que promete muito mais. Outra coisa que gostaria de dizer, é que algumas pessoas chegaram a dizer que em Calgary não havia ninguém conhecido. Só queria lembrar a “geração internet” do rodeio, que temos sim grandes ídolos nacionais, mas isso não impede quem verdadeiramente ama o esporte de ser fã de renomados campeões americanos. Todos os competidores brasileiros de Sela Americana e Bareback são declaradamente fãs de ícones americanos,basta perguntar a eles. Então é meio estranho que tanta gente que se diz apaixonado e defensor do esporte não saiba quem é Kaycee Feild, Bobby Mote, Cody Wright.

Mas falando em PRCA, ela não parou durante o Calgary Stampede. Os competidores do “Grupo A”, que montaram nos primeiros quatro dias retornaram aos Estados Unidos e alguns até ganharam rodeios, antes de retornar para o Canadá, nas finais de Calgary.

Caleb Bennett, que foi Campeão no Bareback, em uma das montarias que demonstra a qualidade dos cavalos canadenses

Caleb Bennett, que foi Campeão no Bareback, em uma das montarias que demonstra a qualidade dos cavalos canadenses

EJ: Abner Henrique, a vida dessa turma que compete na PRCA é algo que merece respeito, eles não param. E a galera que competiu na primeira turma de Calgary pegou estrada e vôos de volta aos Estados Unidos e fizeram valer a pena. No Bareback, JR Vezain e Kaycee Field venceram eventos, assim como Trevor Brazile venceu outro no Laço do Bezerro. Na Sela Americana, Taos Muncy venceu em duas cidades diferentes e J.W. Harris nos touros, venceu um evento e em outros dois, ficou em segundo e quarto lugar. Neste sábado começa outro importante evento no cenário mundial com etapa da PRCA e final da CBR, que é o Cheyenne Frontier Days, mas esse assunto vamos deixar para semana que vem. Vamos falar da nossa aposta agora. Parabéns pela vitoria, mas tivemos alguns erros de cálculo. Você disse que o título na modalidade Três Tambores já era seu, desde o início, o que houve?

AH: A vitória nos Três Tambores não foi minha, mas três das quatro competidoras que apostei estavam na final, e das suas apostas, quantas estavam lá? Então eu acho que isso demonstra que acertei nas minhas apostas, pelo menos mais que você. Posso dizer que perdi quatro “jogadores” lesionados e mesmo assim, consegui colocar no domingo o mesmo tanto que você, 14 semi-finalistas. Destes 14, sete passaram para a Final, enquanto dos seus 14, apenas cinco foram para a Final. Não sei o que você ainda está reclamando. Não perdi em nenhum quesito, sei escolher minha equipe, sem precisar usar o critério “dedo na tela” e “nome bonito”. (risos). Estou aguardando o próximo desafio! Acho que está na hora de você conhecer mais os atletas da PRCA e não apenas o Trevor Brazile e os outros que tiraram foto com você em Barretos, não acha?

A campeão Jean Winters superou as grandes favoritas nos Três Tambores

A campeão Jean Winters superou as grandes favoritas nos Três Tambores

EJ: Bom, sobre nome bonito isso é verdade porém foi  Las Vegas na aposta da NFR, quando escolhi o Casey Martin e você fala isso como se acontecesse todo dia. E o único quesito que interessava em Calgary era campeão e isso o senhor conseguiu com JB Muney, que nem era sua escolha. Vou explicar: como eu coloquei um regulamento na aposta de escolhermos dois de cada turma, o senhor teve que descartar o Shane Proctor e pegar o JB pra tapar buraco. Agora tanto eu como você temos os preferidos e uma semana antes de Calgary estavamos em uma aposta de Fallon Taylor, sua querida e Mary Walker minha velhinha. Ai o você escalou Walker no seu time, ou seja, roubo é pouco. E falando em não classificados para a final, o que aconteceu com os seus escolhidos da Sela Americana e do Bareback na final??

Considerações finais da aposta: embora discutindo muito, eu o Abner Henrique criamos um jeito diferente de acompanhar Calgary, tínhamos para quer torcer todos os dias e em todas as modalidades. Não nos prendemos no fato de só torcer pelo Valdiron, por exemplo, ou pelo Brasil. Outras apostas virão e sempre usaremos essa maneira de levar a noticia pelo esporte que amamos RODEIO.

Fotos: Calgary Sun / Divulgação Calgary Stampede

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Informação

Publicado em 17 de julho de 2013 por em Arena em Debate.
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