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Arena em Debate 15: A polêmica do recorde de notas

RECORDE DE NOTA NA PBR BRAZIL, SEIS MONTARIAS ACIMA DOS 90 PONTOS NA FINAL DA PRIMEIRA ETAPA DA TEMPORADA E A ETAPA DA BFTS EM ALBUQUERQUE SÃO OS ASSUNTOS DO ARENA EM DEBATE 15

Em uma semana de muitos recordes, Abner Henrique e Eugênio José, não deixaram escapar um detalhe do final de semana da PBR USA e Brasil. Claro que a vitória, de João Ricardo, liderança de Eguche, maior nota da história da PBR Brasil e os juízes dominaram o debate.Blog Arena Bruta Emílio Rezende

Eugênio José:  Abner, este final de semana, foi o dos recordes para os brasileiros. Pela primeira vez, Marco Eguchi chegou a liderança do Mundial da PBR. Pela Primeira vez, João Ricardo Vieira, venceu uma etapa da primeira divisão. E Pela segunda vez, um brasileiro ganhando em Albuquerque, antes só Adriano Moraes havia conseguido este feito. Os brasileiros tomaram conta da PBR novamente Abner? Ou é cedo pra dizer isso?

Abner Henrique: Os brasileiros nunca perderam a soberania, só o ranking que deu uma diferenciada e acho que vai permanecer assim. Se alguém espera outra temporada com cinco brasileiros nas cinco primeiras posições, pode tirar o “boizinha da chuva”. Tem uns americanos que vai estar sempre na “bota” dos brasileiros este ano você não concorda Eugênio José?

EJ: Sim, eu destaco J. B. Mauney, que ficou 3ª posição em Albuquerque, e se mantém na quarta posição do ranking. Mesmo inconstante e cheio de querer fazer graça escolhendo os touros mais difíceis, ele vem sendo um nome americano que sempre aparece. Em 2013, estou gostando muito do Jordan Hupp, já falamos sobre ele aqui, e até concordamos que não dá pra falar em título mundial, mas, hoje a quinta posição, já entrou em seis finais. Em outras temporadas venceu três eventos. Está me agradando e surpreendendo. A dupla Asteroid e Bushwaker, voltaram a atividade. Eu era mais fã do Asteroid, mas, vou usar a técnica Abner de trocar de barco, e dizer que Bushwaker, anda me agradando. O Cody Lambert disse que ele é o melhor e será até o dia que alguém ficar os oito segundos sobre ele, você concorda Abner Henrique?

AH: Podemos destacar também Douglas Duncan, que subiu de posição mesmo não montando na Final de Albuquerque devido a uma lesão. Se considerar somente os pontos conquistados nas etapas da BFTS o Duncan é o quinto melhor da temporada. Falando nos touros, Asteroid continua meu favorito, tenho uma foto com ele. Quanto ao Cody Lambert, discordo totalmente com o que ele disse. Se alguém parar no Bushwacker ele não vai deixar de ser o melhor. Na minha opinião, não é só touro invicto que faz história. Little Yellow Jacket teve dezenas de paradas, a maioria acima de 90 pontos e tem 3 títulos mundiais.

J.B. Mauney novamente está na briga pelo título mundial

J.B. Mauney novamente está na briga pelo título mundial

Mas descendo para o Brasil Eugênio José. Começou a temporada por aqui e começou quente, em Colorado. Você esteve por lá, o que nos conta de bom de dentro da arena?

EJ: Muitos recordes por aqui também. Em colorado, seis notas acima de noventa pontos na final, e no rodeio todo foram onze notas acima de noventa pontos. E claro, a maior nota da história da PBR Brasil, 94,25 pon tos. Na modalidade touros, e etapa BSBPBR, vitória de Roberlei Val, 37 anos, será que ele tem cartucho para conquistar um título Nacional Abner?

AH: Ele tem experiência, sabe montar, sabe traçar estratégias. Então acredito que possa sim bater de frente com os jovens candidatos de 20, 25 anos. Mas falando em notas, Eugênio José, parece que estas notas tem gerado uma certa polêmica. Muita gente contestou elas na internet. Você estava lá, qual a sua opinião pessoal sobre o assunto?

EJ: Em primeira mão Abner, como o assunto é polêmico, algumas pessoas não vão gostar, mas, se trata da MAIOR NOTA DA HISTÓRIA DA PBR BRASIL, e esse assunto não pode passar em branco. Desde que o rodeio acabou, os buchichos já começaram. Tropeiros, competidores, e profissionais em geral comentaram comigo sobre a discordância com a nota. Tenho que analisar o assunto com cautela e prudência. E acho que vou separar por tópicos.

O veterano Ademir Cândido na montaria que lhe rendeu a maior nota da história da PBR no Brasil

O veterano Ademir Cândido na montaria que lhe rendeu a maior nota da história da PBR no Brasil

1 – Notas altas da PBR: Há algum tempo, se diz que  os juízes PBR Brasil estão julgando alto. Eu acho que isso seria verdade, se pegarmos a nota de Magno Alves no Baleado em Londrina. O que me disseram em defesa, é que eu não estava lá. Que ao vivo é diferente, etc. Sim, mas, seis notas em uma final, como foi em Colorado, deixa esse boato mais que confirmado. Estão errados? Não sei, mas, é isso que está acontecendo, e desta vez eu estava lá.

2 – Notas Altas na PBR/USA: Já aconteceu lá nos EUA, durante muito tempo, principalmente quando o Chris Chivers e Justin McBride montavam, chover noventa pontos na arena. A fase lá agora é outra, são poucas as notas acima de noventa pontos. Na temporada 2013 toda, foram 12 etapas até agora e apenas 09 notas acima de 90 pontos. Sendo a maior nota 92,50 pontos. No Brasil em UMA ETAPA, 11 notas, acima de noventa pontos, com TRÊS NOTAS acima de 93,38 pontos, sendo a maior 94,25 pontos. Esses números aqui confirmam, que as notas aqui andam inflacionadas.

3 – Nota de Ademir Cândido: Eu não posso, e nem tenho o direito de falar em erro. Mas, posso falar em exagero, eu estava lá ao vivo desta vez, e já deixo bem claro que não estou julgando as montarias, e sim trabalhando com números. Olhei atentamente, a planilha dos juízes, e somei a nota individual de cada um: Adriano Brosco: 94 pontos. Nego Elias: 92,50 pontos, Paulo Crimber: 97 pontos e Tião Procópio: 93,50 pontos. Não, não vou dizer quem estava certo, mas, a sorte é que são quatro juízes, porque 97 pontos seria a maior gafe do julgamento da história. Se Paulo Crimber desse 94 pontos a nota final seria 93,50 pontos. Acho que seria uma nota justa. Não estou condenando Paulo Crimber, estou comentando o que está na planilha. CLIQUE E CONFIRA.  Muita gente acha, que ainda é muita nota, e vou explicar no próximo parágrafo.

4 – Nota de Paulo Lima: repito, não vou falar em erro, não tenho esse direito, mas,  pra mim , a gordura da nota, foi na segunda parada da final, quando Paulo Lima montou, Black Star e marcou 93,38 pontos, dai em diante eles (juízes) não puderam regressar mais, ou talvez não esperassem tantas paradas, mantiveram o ritmo de julgamento, o que é coerente. Vale justificar, que emoção, visão de cada juiz, pode alterar, se fosse para todos darem a mesma nota, utilizava só um, porém, todos tem que estar com a concentração e o raciocínio o mais próximo possível.

5 – Finalizando: Nada muda a história que já está escrita. Ademir Cândido, e Matrix da Cia Paulo Emílio, proporcionaram a maior nota da história da PBR Brasil 94,25 pontos. Se os critérios continuarem os mesmos, essa nota/recorde não dura 60 dias. E eu, que já achei exagero quatro juízes, APROVO  com “A” maiúsculo essa decisão, traz um equilíbrio muito consistente no resultado final da nota.

AH: Quem tem noção sobre as regras de julgamento, mesmo sem experiência na área como eu, sabe que na hora da avaliação, 0.25 pontos faz uma diferença enorme. No caso da montaria do Ademir Cândido, o juiz Paulo Crimber avaliou 1.25 pontos a mais que dois dos outros três juízes. No geral da montaria ele avaliou 4.5 pontos a mais que um dos juízes. Foram erros isolados, pois em três das seis montarias ele foi coerente com os outros juízes. A profissão de juiz talvez seja a mais ingrata desse esporte, principalmente em grande eventos, onde ele precisa prestar atenção na montaria, avaliar mentalmente e divulgar a nota em segundos. Errar qualquer um pode errar, mas neste caso influenciou em muitos fatores e em um campeonato onde as notas decidem um campeão, erros são aceitáveis, mas devem ser evitados sempre.

Foto: Andy Watson – André Silva

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Informação

Publicado em 27 de março de 2013 por em Arena em Debate.
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