ARENA BRUTA – Rodeio com mais conteúdo

O melhor conteúdo sobre o verdadeiro esporte do Cowboy

Arena em Debate 04: Favoritos ao título da PBR

OS COLUNISTAS EUGÊNIO JOSÉ E ABNER HENRIQUE DEBATEM SOBRE A PRIMEIRA ETAPA DO MUNDIAL DA PBR E OS RUMOS QUE O CAMPEONATO DEVE TOMAR, DESTACANDO FAVORITOS AO TÍTULO E COMPETIDORES QUE DEVEMOS FICAR DE OLHOBlog Arena Bruta Arena em Debate

O Arena em Debate chega a sua quarta edição, e Abner Henrique e Eugênio José, discutem sobre o resultado da etapa da PBR em Nova York, e falam sobre candidato ao título mundial  em 2013. Desta vez, os dois elaboraram um texto, onde cada uma escreveu o parágrafo, e o outro continuou o assunto no parágrafo abaixo. Confiram:

AH: Como em todo esporte, na montaria em touros também é fundamental o uso de estratégias. Robson Palermo usou uma estratégia ousada e corajosa para superar seu grande adversário na PBR: as lesões. Ele decidiu não operar o ombro no início da temporada e competir pelo menos nas 15 primeiras etapas do ano, buscando uma boa posição no ranking. Essa estratégia e a vitória de Palermo em Nova York no último fim de semana, o colocam – na minha opinião – como um dos três grandes favoritos ao título de 2013.

EJ: Com certeza, o Robson Palermo, é bom de estratégia, afinal ele é o único tricampeão, da PBR World Finals, e lhe falta um título mundial. Estratégia, ele também teve para ganhar esse rodeio, escolheu um touro bom, que ele podia montar. Bem diferente de J.B. Mauney, que gosta de ser herói, escolheu Rock & Roll por causa da grana/bônus, tanto que até sua própria esposa o criticou. Por outro lado ele ganha fãs, mas, fãs não dão título a ninguém. Quando J. B. for mais humilde “quem sabe” ele será campeão mundial.

AH: Será que é só humildade que falta pro Mauney ser Campeão Mundial? (risos) Respondendo a declaração da esposa, de que ele poderia ter escolhido um touro “mais fácil” ele disse que nunca correu de touro difícil. Precisando apenas parar, Delco ou Pawnbroker lhe dariam o título. Justo agora que o dinheiro ganho não vale pra mais nada em termos de classificação, ele cresceu os olhos pra cima do bônus de US$ 12 mil que tinha no Rock & Roll. Resumindo, entre Mauney e Jenkins eu ainda acho que Jenkins tem mais requisitos para brigar de igual pra igual com os brasileiros, tem lhe faltado saúde apenas.

EJ: Jenkins está sem sorte mesmo, a luxação sofrida em Nova York pode comprometer sua temporada. Jenkins é com certeza superior a Mauney, afinal ele ganhou a PBR World Finals e a National Finals Rodeo. Agora se falarmos em título mundial, Silvano Alves, começa mais uma temporada “parando nos touros dele”, foi super estrategista, na final em NY pegou um touro que era inferior a ele, o que o levou da 11ª posição ao quarto lugar.  Sempre será o nome a ser batido. Falando em nomes, Chase Outlaw parece ter mesmo sentido a pressão da final mundial quando perdeu o título de revelação do ano, porém, parece ter futuro, montou bem em Nova York embora ainda esteja longe de ser um fenômeno.

AH: O Outlaw é um cara que eu não escolheria pro meu time, principalmente se tivesse valendo uma garrafa de Jack Daniel’s. (Risos). Ano passado a pressão atrapalhou um pouco, pois todo mundo botou expectativas nele. Mas eu vou relembrar a frase de um dos fundadores da PBR, Cody Custer, de que na PBR atualmente estão ganhando muito dinheiro para fazer quase nada. Chase Outlaw ganhou US$ 170 mil, mesmo parando somente em 30% dos touros que montou. Ganhou cachê nas etapas da BFTS que montou e cachê na final mundial, além de viajar de avião e ficar em hotel de luxo. Cody Teel, campeão mundial da PRCA em 2012, parou em 56% dos touros que montou. Viajou (de carro) tres vezes mais do que um competidor da PBR, ganhou US$ 160 mil antes da final mundial e conseguiu vencer J.W. Harris, o melhor competidor americano das últimas temporadas. Concordo com Custer e talvez ai esteja o problema dos competidores americanos na PBR.

EJ: Tenho que concordar em um todo com o parágrafo anterior, na PBR é muito dinheiro (Mérito do campeonato), além disso, parece que a galera tem se acomodado, um exemplo é Sean Willingham, que chegou a brigar pelo título em 2006, ano que terminou na quarta posição. Em 2012 montou em cinco eventos, foi cortado e não conseguiu voltar mais. Ele mesmo disse que estava acomodado, que ganhava dinheiro e quando viu já estava fora da elite da PBR. Vale lembrar que essa acomodação é Americana, lá que não se revela grandes talentos, e não aparece outro Justin McBride. Enquanto isso, o Brasil vai papando tudo. O pior que ao invés de aparecer um grande nome americano aparece sempre um novo nome brasileiro. Em 2013 somos favoritos, e esperamos uma reação de EUA, Canadá, e no máximo Austrália, porque México em relação a título é carta fora do baralho.

Por Abner Henrique e Eugênio José

Arte: Rogério Veronez

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado em 8 de janeiro de 2013 por em Arena em Debate.
%d blogueiros gostam disto: