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Melhores da Decada

Os Melhores da Década

(by @HenRiQue_Bad)

Depois dos anos 90, onde brilharam a maioria dos maiores competidores da história da Montaria em Touros, Jim Sharp, Tuff Hedeman, Cody Custer, Ty Murray, Jerome Davis e Adriano Moraes, criou-se uma expectativa sobre quem seriam os competidores que dominariam a década seguinte. Alguns dos grandes nomes se aposentaram ainda nos primeiros anos, e quando se falou de PRCA, com a exceção do veterano Terry Don West que conquistou seu segundo título Mundial em 2003, a última década foi dominada por novas revelações, que entraram para a história do Rodeio Mundial com títulos inéditos e recordes.

Cody Hancock

Nascido no estado do Arizona, começou a montar por influencia do pai que era um ex-competidor da Montaria em Touros. Antes de ingressar na PRCA foi Campeão Amador em seu estado e Universitário no estado do Idaho, montando em Touros e Bareback. Após duas temporadas sem grande destaque, brilhou em 2000 e conquistou o Título Mundial, depois de se classificar para sua primeira National Finals Rodeo na 15ª posição do ranking e se tornou o primeiro e até hoje único competidor da história da PRCA em todas as modalidades a se classificar na última posição e sair de Las Vegas como Campeão Mundial.

Hancock no touro Comet's Gold (NFR 2009)

Nas duas temporadas seguintes terminou na segunda e terceira posição, respectivamente, sendo o primeiro desde Jerome Davis (1994-95-96-97) a ficar três vezes consecutivas entre os três melhores do Mundo. Hancock também é dono do recorde de maior nota da NFR, estabelecido em 2001 quando marcou 96 pontos no touro Mr. USA (Diamond G Rodeo) e além de ter participado de sete Finais Mundiais também é bi-campeão da etapa final e do ranking geral do Turquoise Circuit, regional da PRCA para os estados do Arizona e Novo México. Em 2009, aos 34 anos, superou os competidores mais jovens e foi Campeão do Xtreme Bulls, campeonato que reúne os 40 melhores competidores da PRCA.

Cody Hancock já ultrapassou a marca de US$ 1,1 milhões na carreira e reside atualmente em Taylor-Arizona, cidade com pouco mais de três mil habitantes, onde ele é tido como um super-herói. Na entrada da cidade há um monumento em sua homenagem acompanhado de uma enorme placa que diz “Bem Vindos a Taylor. Terra do Campeão Mundial Cody Hancock.”

K. C. STONE

Ele caminhava para se tornar o competidor mais vitorioso da década, mas uma lesão no ombro atrapalhou e praticamente encerrou a carreira do competidor conhecido como Blue Stone. Nascido no estado de Utah, ele foi o primeiro depois de 20 anos a vencer dois Campeonatos Mundiais consecutivos (2001-02), feito que nem lendas do esporte como Tuff Hedeman, Jim Sharp e Ty Murray conseguiram.

Blue Stone durante a NFR 2001

Em 1997, ele venceu a etapa Final do Rodeio Universitário e veio ao Brasil competir no Mundial da categoria, realizado em Maringá-PR, onde foi segundo colocado, perdendo apenas para o brasileiro Rodrigues Couto Lima. No ano seguinte começou a competir pela PRCA, mas mesmo sendo Campeão do Wilderness Circuit (Idaho, Nevada, Colorado e Utah) em 2000, sempre passou longe da classificação para a NFR. Em 2001, parecia estar mais uma vez fora da briga, quando foi Campeão do Cheyenne Frontier Days, considerado o Barretão dos americanos. Foi para a Final Mundial na 12ª colocação, mas ganhou US$ 112 mil em 10 dias de competição e conquistou seu primeiro Título Mundial, estabelecendo o recorde de premiação em uma só temporada, (US$ 174.772).

No ano seguinte venceu a WNFR e foi bi-campeão Mundial, o primeiro desde Don Gay nos anos 80. Em 2003, era grande a expectativa de todos para um terceiro Titulo, mas durante o evento de Austin-Texas no mês de março, sofreu uma lesão no ombro, e foi operado logo em seguida. Voltou as arenas três meses mais tarde, mas dos 63 touros que montou até o fim da temporada, parou em apenas 26, e ficou fora da Final Mundial. Encerrou sua participação na PRCA em 2004, participando de poucos eventos com 62 montarias e apenas 20 paradas.

DUSTIN ELLIOTT

Dustin Elliott começou a montar em Touros quando estava cursando o segundo grau e estreou na PRCA em 2001, mesmo ano em que foi Campeão Nacional de Rodeio Universitário. Em 2004 foi Campeão do Dodge National Circuit Finals Rodeo (DNCFR), uma das mais importantes competições da entidade, além de ter vencido os rodeios de Red Bluff-California e Omaha-Nebrasca, classificando-se pela primeira vez para a National Finals Rodeo.

Parou em apenas quatro dos dez touros que montou em Las Vegas, mas a premiação que havia acumulado durante a temporada o fez o primeiro competidor residente no estado do Nebrasca a se tornar Campeão Mundial na Montaria em Touros. Nas duas temporadas seguintes terminou o Campeonato na quarta posição.

Elliott montando na PBR World Finals 2010

Na PBR começou a competir efetivamente em 2007, quando participou de cinco eventos da divisão principal e se classificou para a PBR World Finals, fechando a temporada na 47ª posição. Depois de fechar as duas temporadas seguintes entre os 15 melhores do ranking, em 2010 se dividiu entre os dois campeonatos, terminando em 10° lugar na PBR e 14º lugar na PRCA, sendo o único a se classificar para as finais das duas entidades na temporada.

Elliott, que já ganhou US$ 1.11 milhões na carreira, é formado em Educação Física e é professor substituto em uma escola de North Plate-Nebrasca quando não está montando.

MATT AUSTIN

Quando contarem o “Capitulo 2005” da história da Montaria em Touros, um nome estará em praticamente todas as páginas, Matt Austin. Este texano que herdou do avô, do pai e de um tio o instinto para o rodeio, foi Campeão dos quatro Campeonatos que participou em 2005.

Apelidado por Don Gay de Poindexter, personagem do desenho animado The Cat Felix (O Gato Fêlix) que usava óculos, Austin foi Campeão Nacional para competidores que cursam o Segundo Grau em 2001, mesmo ano em que venceu o Campeonato da UPRA (United Professional Rodeo Assoc.), uma espécie de ‘prima pobre’ da PRCA. Na ‘prima rica’ ele estreou em 2002, mas só ganhou o cartão permanente de filiação a entidade e o direito de competir em grandes rodeios no ano seguinte, quando terminou a temporada como Melhor Novato do Ano, na 18ª posição do ranking. Em 2004, venceu seis eventos, incluindo duas etapas do Xtreme Bulls e terminou a temporada como vice-campeão Mundial.

Matt Austin montando na NFR 2005

Mas foi em 2005 que a estrela desse competidor que ganhou cerca de US$ 800 mil na carreira, brilhou forte. Aos 23 anos, foi Campeão do Cheyenne Frontier Days Rodeo, da National Finals Rodeo, Campeão Nacional de Rodeio Universitário, Campeão do Xtreme Bulls Circuit, Campeão do CBR (Championship Bull Riding) e Campeão Mundial da PRCA, onde quebrou o recorde de maior premiação em uma só temporada, US$ 320.766. Também foi neste ano que fez a memorável montaria de 94 pontos no touro Biloxi Blues (Silverado Rodeo), maior nota tirada no lombo deste animal que deu nota acima de 90 pontos em 30% de suas apresentações. No ano seguinte venceu 14 eventos e chegou a WNFR novamente como líder do ranking, mas após um acidente no terceiro Round quando montava o touro Hillbilly (Rafter H Rodeo) sofreu uma lesão muscular no abdômen e na virilha e teve que ser operado logo em seguida. Aproveitou também para operar o joelho, que tinha ligamentos rompidos anteriormente.

Após 15 meses fora das arenas voltou a montar em março de 2008, numa etapa do CBR no Texas, mas caiu dos dois touros que montou. Se dedicou aos eventos da PBR, onde almejava a Final Mundial, mas parou em apenas seis dos 38 touros que montou nas divisões de acesso do Campeonato. Até março do ano passado, se dividiu entre os eventos da PRCA, Xtreme Bulls e CBR, mas as lesões pareciam ainda atrapalhar, dos 70 touros que montou neste período, parou em apenas 17.

B. J. SCHUMACHER

Nascido em Wisconsin, norte dos Estados Unidos, B. J. Schumacher é mais um grande astro das arenas prejudicado por lesões quando estava em ótima fase. Com 28 anos e mais de US$ 1.2 milhões em prêmios ele já alcançou a classificação para oito National Finals Rodeo consecutivas, mas devido a uma lesão, participou de apenas sete.

Antes de chegar na PRCA ele foi quatro vezes seguidas Campeão Estadual entre os competidores que cursavam o Segundo Grau (1998-2001) e hoje já soma 45 vitórias pela entidade, incluindo Bi-Campeão em Cody-Wyoming (2002-09) e Campeão em Forth Wort-Texas (2004), Stephenville-Texas (2004), San Antonio-Texas (2005), El-Paso-Texas (2006) e National Finals Rodeo (2006).

Logo em sua primeira temporada, quebrou a perna e quando tentou voltar após meses de recuperação, precisou fazer uma nova cirurgia para reparar o pino implantado na primeira cirurgia. Foi Vice-Campeão Mundial em 2003 e no ano seguinte liderava o Campeonato quando precisou ficar três meses afastado após uma cirurgia para remover fragmentos de osso que estavam em seu quadril, mesmo voltando em tempo de competir na WNFR, terminou na sétima posição do Mundial mas foi Campeão do Xtreme Bulls. Em 2005 estava classificado para sua quarta Final Mundial, mas quebrou a clavícula duas semanas antes competição, e fechou a temporada em 14º lugar.

Schumacher durante o Houston Rodeo em 2006

Schumacher chegou para a National Finals Rodeo de 2006 com mais de US$ 50 mil de diferença para o líder, mas parou em oito dos 10 touros, sendo que em quatro marcou acima de 90 pontos. A vitória no evento lhe garantiu o Título Mundial, e o fez uns dos dois únicos competidores de seu estado a vencer o Campeonato da PRCA, ao lado de Jack Buschbon, Campeão Mundial de Bareback nos anos 50. Ele se classificou para as três WNFR seguintes, terminando a temporada em quarto lugar em 2007, após ter liderado por dois meses e na quinta colocação em 2008 e 2009.

No ano passado, novamente as lesões o impediram de manter uma regularidade no Campeonato e ele só participou de 12 eventos, onde montou em 20 touros e parou em apenas dois deles. Sua melhor montaria até hoje aconteceu durante a etapa do Xtreme Bulls em San Antonio-Texas no ano de 2004, quando obteve 95 pontos no touro Mr. USA (Diamond G Rodeo), animal que também proporcionou a maior nota da história da National Finals Rodeo.

WESLEY SILCOX

Diferentemente dos outros astros da PRCA, Wesley Silcox foi Campeão Mundial exatamente no mesmo ano em que sofreu um grave acidente. Nove semanas depois e com 15 quilos a menos ele vence a WNFR e garante o merecido Título de Campeão Mundial.

Nascido no estado de Utah, Wes sempre foi ligado ao rodeio e cresceu assistindo vídeos de históricos competidores como Jim Sharp e Lane Frost desejando um dia ser como eles, mas só começou a montar na adolescência. Começou a competir na PRCA em 2004, quando conquistou cinco eventos e garantiu o título de Melhor Novato da Temporada. Depois de fazer sua primeira National Finals Rodeo terminou a temporada de 2006 na oitava posição e no ano seguinte brigou pelo Título Mundial, mas terminou em segundo lugar, atrás de B. J. Schumacher. Em 2007, estava fora da lista dos 15 melhores do mundo até o mês de junho, quando começou o que considera o melhor verão de sua carreira, e as vitórias seguidas o colocaram na quarta colocação do ranking. Em setembro havia acabado de ultrapassar US$ 100 mil pelo terceiro ano consecutivo quando levou uma cabeçada do touro Crossfire Huricane (DH & T Rodeo) no rodeio de Omaha-Nebrasca, fraturando a mandíbula e um osso do rosto. Após a cirurgia, ficou cerca de 20 dias sem poder conversar e ingerir alimentos sólidos, e só voltou a montar duas semanas antes do inicio da WNFR.

Silcox durante a NFR 2007

Aos 22 anos, ele foi simplesmente imbatível em Las Vegas, vencendo três Rounds e ganhando premiação diária em outros quatro. O Título Mundial só foi confirmado no último Round, quando superou Kanin Asay por cerca de US$ 10 mil, fechando a temporada com US$ 228.942. Ele também foi vitima da triste sina que perseguiu os Campeões Mundiais no ano seguinte ao Título e em 2008 ficou quatro meses afastado das arenas se recuperando de uma cirurgia na Tíbia e na Fíbula, fraturadas após cair do touro Charlie Bullware (Julio Moreno Bucking Bulls), voltando somente na National Finals Rodeo, onde parou em apenas dois dos 10 touros e terminou na oitava colocação do campeonato. Depois de ficar fora da WNFR em 2009, quando terminou a temporada na 16ª posição, foi Campeão do Xtreme Bulls e venceu 10 eventos em 2010, incluindo Cheyenne Frontier Days voltando a Final Mundial como líder da temporada, mas uma lesão no ombro prejudicou suas montarias e ele foi superado por J. W. Harris no Round 7, terminando novamente como vice-campeão Mundial. Wesley Silcox está a pouco menos de US$ 5 mil de superar a marca de US$ 1 milhão em prêmios nos eventos da PRCA.

J. W. HARRIS

Último dia do Cheyenne Frontier Days 2005, quando um competidor que havia acabado de completar 19 anos monta Jack of Diamonds (Sankey Rodeo) e faz a maior nota entre os 15 finalistas do evento, ninguém imaginava o que aquele texano, que estava estreando na PRCA iria fazer nas próximas cinco temporadas.

Era James William Harris, recém formado no colegial e que havia parado em 44% dos touros que havia montado na temporada, e conseguiu a vaga para Cheyenne por estar entre os 50 melhores do ranking. Em 2008, depois de sofrer cinco contusões, Harris chega a sua terceira WNFR, dessa vez brigando diretamente pelo título, ocupando a quarta posição do ranking, com nove vitórias na Temporada Regular. Mesmo caindo nos dois últimos Rounds venceu a National Finals Rodeo e conquistou seu primeiro Título Mundial, aos 22 anos, mais jovem da década, acumulando US$ 208.437 em prêmios no ano.

A expectativa era grande pra temporada seguinte, pois todos os Campeões anteriores haviam sido vitimas da sina de se machucar na temporada seguinte, mas ele tem um ano brilhante e espanta essa “maldição” que rondava os Campeões Mundiais. Com quatro vitórias nos chamados TOP 10 da PRCA, Harris chega a Las Vegas com 20 eventos ganhos, liderando o ranking, mas quebrou a mão direita durante o segundo Round e tentou montar até o Round 7, mas abandonou a competição sem parar em nenhum touro. Mesmo sem ganhar dinheiro algum na WNFR, ele não foi superado por ninguém, e garantiu o Título Mundial, entrando para o seleto grupo de bi-campeões Mundiais.

Harris montando o touro Moose Knuckle em uma etapa do CBR

Depois de dois meses fora das arenas, voltou a montar durante a etapa do Xtreme Bulls em San Antonio-Texas, em fevereiro de 2010, marcando 80 pontos no touro Apache (Beutler & Son Rodeo). Com 10 vitórias na temporada, entrou para sua quinta Final Mundial na oitava colocação do ranking, e apesar dos quase US$ 50 mil de diferença para o líder, se mostrava perigoso, pois vinha motivado em se tornar um dos 10 únicos competidores a vencerem três campeonatos ou mais e o primeiro desde Don Gay (1979-81) a ser Tri-Campeão consecutivo.

Dois dias antes do inicio da competição, nasceu Aubrey, primeiro filho de Harris e sua esposa Jackie. O novo papai coruja chegou em Las Vegas com “fome de touro” e logo no primeiro Round já fez a segunda maior nota da noite, subindo uma posição no ranking. Após três dias de competição ele já era o segundo colocado na classificação do campeonato e como o líder Wesley Silcox não fazia boas apresentações devido a uma contusão no ombro, J. W. Harris assumiu a liderança no sétimo Round, após fazer a maior nota pela terceira noite seguida. Com os 94.50 pontos o texano se tornou o primeiro competidor da modalidade a vencer quatro Rounds em uma mesma edição das finais.

O terceiro Título Mundial de Harris veio na noite de sexta, 10 de dezembro, penúltimo dia de competição, após uma combinação de resultados, pois ele também garantiu a vitória no evento e o dinheiro ganho por esse titulo deixou Silcox sem chances matemáticas de alcançá-lo. Novamente J. W. Harris lidera a temporada, que começou a contar para o ranking em 01 de outubro de 2010, e recentemente ultrapassou a marca de US$ 1 milhão ganhos pela PRCA.

P. R. C. A. (Professional Rodeo Cowboys Association)

W. N. F. R. (Wrangler National Finals Rodeo) Conhecida também como N. F. R.

P. B. R. (Professional Bull Riders)

C. B. R. (Championship Bull Riding)

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Informação

Publicado em 14 de janeiro de 2011 por em PRCA.
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